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Mãe 3
“Acho que foi o momento mais sofrido de toda a minha existência! O meu mundo foi destruído na totalidade. Meus sonhos, dilacerados. Meu filho não parecia mais meu filho. Era o fim de tudo! Pensei que enlouqueceria, que não resistiria a tanto sofrimento. Chorei dias e dias seguidos. Não comia, não dormia, não conseguia trabalhar. Fiquei doente. Menstruei fora da época, vomitava, tinha diarréia. Meu único pensamento era esse: Como aceitar que o meu filho, querido e amado, inteligente, íntegro, honesto,não passava de uma “bicha”? O que eu conhecia sobre o mundo dele era negro. Era muito nojento. Era promíscuo. Por tempos, sofri sozinha... Estava de luto.... Li livros, textos e tudo que surgia na minha frente... Descobri então o Grupo de Pais de Homossexuais. Parece que uma porta se abria para mim. Edith me recebeu de braços abertos e me mostrou que eu não estava sozinha. Como eu, muitos pais e mães passavam pelo mesmo processo, inclusive ela. Uns passavam por processos mais dolorosos; outras, menos. Existiam mães desesperadas, mães, como eu, em processo de aceitação e outras que já tinham aceitado. Era o cantinho que eu precisava... No grupo, ninguém estava ali pra me apontar, me criticar. Pelo contrário, as pessoas estavam ali para uma ajuda mútua, para se aconchegar, para que pudessem chorar todas as suas lágrimas, ter um colo. Penso que todos os pais como eu, que se encontrassem nessas condições e tivessem a chance de encontrar um grupo de apoio, as coisas seriam menos sofridas.Apenas 1 ano se passou desde a minha descoberta, mas a relação com o meu filho é excelente. Somos parceiros, somos mãe e filho, integrados...”
 
 
 
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